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11/05/2018 - 09h32m

Alagoas alcança o número de 85 lixões fechados

Mais cinco vazadouros públicos foram encerrados em seis municípios da Zona da Mata

Alagoas alcança o número de 85 lixões fechados

Com o fim das atividades dos lixões, as áreas degradadas terão que passar por um processo de recuperação (Foto: Ascom Semarh)

Texto de Nigel Santana e Débora Rosset

Os lixões localizados nos municípios de Murici, Branquinha, União dos Palmares, Santana do Mundaú, São José da Laje e Ibateguara estão oficialmente encerrados. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) acompanhou o fechamento dos vazadouros públicos nesta quinta-feira (10), durante uma agenda que contou com o Ministério Público Estadual (MPE), Prefeituras e Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL), e encerrou no início da noite.

De acordo com as informações repassadas pelas Centrais de Tratamento de Resíduos à Semarh, Alagoas conta, atualmente, com 85 lixões fechados nos municípios do interior. Vale ressaltar que a capital Maceió era a única cidade que destinava corretamente seus resíduos no aterro sanitário localizado no complexo Benedito Bentes.

Na agenda desta quinta, foram fechados cinco lixões em seis municípios, sendo que Murici e Branquinha compartilhavam do mesmo vazadouro público.

Representando a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, a gerente de Resíduos Sólidos, Elaine Melo, destacou a relevância de o Governo de Alagoas seguir apoiando as gestões municipais no encerramento dos lixões.

“Além de encerrar o lixão, nós seguimos com o trabalho de separação correta dos resíduos, implantando a coleta seletiva nos municípios e capacitando os catadores”, ressaltou Elaine.

Com o fim das atividades dos lixões, as áreas degradadas terão que passar por um processo de recuperação. Para isso, o Instituto do Meio Ambiente irá acompanhar de perto, junto aos municípios, como será efetivado esse projeto. Além disso, todo o resíduo gerado pela população das cidades de Murici, Branquinha, União dos Palmares, Santana do Mundaú, São José da Laje e Ibateguara serão destinados pela a Central de Tratamento situada em Pilar.

O promotor José Antônio Malta Marques, representado o Ministério Público Estadual (MPE), relatou que espera ver uma área verde em substituição aos lixões.

“Minha vontade de conhecer os lixões é para poder ver que no futuro esse espaço será uma área verde, uma área que não agride mais o meio ambiente. Por meio de uma parceria com a AMA [Associação dos Municípios Alagoanos], conseguimos reunir os gestores municipais dialogamos com as prefeituras, para de forma organizada e com responsabilidade, encerramos 85 lixões”, disse o promotor.

Planejamento

Para chegar a este patamar de responsabilidade ambiental, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, deu início, ainda em 2015 a um planejamento para viabilizar o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Neste período, a Semarh conseguiu construir, finalizar e entregar os Planos Estaduais e Intermunicipais de Resíduos Sólidos – o PERS e Pigirs –, documentos norteadores para que as prefeituras fechassem seus lixões e encaminhassem os resíduos para aterros sanitários e centrais de tratamento.

Em paralelo a esse desenvolvimento, a Semarh também vem capacitando os municípios alagoanos para que seja implantada a coleta seletiva. Um dado importante nesse contexto de avanços ambientais é que a região do Sertão alagoano já não conta mais com lixões a céu aberto.

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