Semarh realiza oficina de combate à desertificação
O evento acontecerá no auditório do Cefet e contará com a participação do coordenador nacional de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente, José Roberto Lima, que abordará aspectos do Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação e dos resultados obtidos pela Conferência das Partes, ocorrida em meados de outubro, em Buenos Aires. O governador Teotonio Vilela já declarou que a preservação do bioma caatinga é uma das prioridades do seu governo, tendo em vista ser um ecossistema genuinamente brasileiro.
Nos próximos dias 17 e 18, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) realiza em Palmeira dos Índios a primeira oficina de consulta pública visando a construção do Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE/AL). O evento acontecerá no auditório do Cefet e contará com a participação do coordenador nacional de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente, José Roberto Lima, que abordará aspectos do Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação e dos resultados obtidos pela Conferência das Partes, ocorrida em meados de outubro, em Buenos Aires.
O governador Teotonio Vilela já declarou que a preservação do bioma caatinga é uma das prioridades do seu governo, tendo em vista ser um ecossistema genuinamente brasileiro. Cada vez mais se descobre que esse bioma possui maior biodiversidade que a própria Mata Atlântica e a Floresta Amazônica, mas que vem sendo devastado por conta da utilização dos recursos naturais de forma não sustentável.
O semiárido brasileiro é o mais povoado do mundo e o de Alagoas tem a maior densidade demográfica do país, com mais de um milhão de pessoas habitando esse ecossistema. Estudos sobre as mudanças climáticas apontam que o semiárido vai sofrer severamente com a diminuição das chuvas e, consequentemente, afetará a oferta de água à população e a produção agrícola. Esse fato obriga o poder públic po a adotar providências com vistas à mitigação desses efeitos.
Os nove estados nordestinos, além de Minas Gerais e Espírito Santo, estão construindo seus planos. Pernambuco, por exemplo, conclui ontem, 9, esse trabalho. Todos precisam estar prontos até o início de março, quando acontecerá o 1º Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação, em Petrolina/Juazeiro, evento que contará com a presença do presidente Lula e de governantes e técnicos dos estados que fazem parte das Áreas Susceptíveis à Desertificação (ASDs).
Alagoas já vem se preparando para a construção do seu plano, buscando subsídios em vários eventos nessa linha temática. De acordo com o assessor técnico da Semarh e ponto focal governamental, Marcelo Ribeiro, “a maior dificuldade é criar políticas públicas que possam englobar inúmeros atores institucionais, como agricultura, educação, ciência e tecnologia, meio ambiente, além do setor produtivo e da sociedade civil, por possuírem visões antagônicas sobre a questão”, ressaltou Ribeiro.
O objetivo do plano é justamente criar uma interlocução permanente e linhas de ação que permitam contemplar essas visões heterogêneas, garantindo o uso sustentado da caatinga, que hoje possui menos de 10% de sua área preservada em Alagoas.
A tendência que preocupa hoje muitos estudiosos é que as áreas do semiárido se tornem áridas, ou seja, desérticas, e que os locais onde predominam o clima subumido/seco, a exemplo de Penedo, Piaçabuçu e Coruripe, venham a se tornar semiáridos. O fenômeno pode provocar êxodo rural em massa, diminuição da oferta de alimentos à população, aumento do desemprego e diversas outras mazelas.
Para a construção do plano, a Semarh programou a realização de três oficinas (Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar e Piranhas) e um seminário, previsto para acontecer na cidade de Arapiraca, ainda em fevereiro. Para a primeira oficina foram convidados representantes de 54 municípios.
